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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Subordem: Charadrii
Família: Charadriidae
 Leach, 1820
Espécie: C. collaris

Nome Científico

Charadrius collaris
Vieillot, 1818

Nome em Inglês

Collared Plover


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Batuíra-de-coleira

A Batuíra-de-coleira é uma ave Charadriiforme da família Charadriidae. Também conhecida como Batuíra-da-costa. Chamado de manuelzinho-da-croa na obra de Guimarães Rosa Grande Sertão - Veredas: “- ‘É aquele lá: lindo!’ Era o manuelzinho-da-croa, sempre em casal, indo por cima da areia lisa, eles altas perninhas vermelhas, esteiadas muito atrás traseiras, desempinadinhos, peitudos, escrupulosos catando suas coisinhas para comer alimentação. Machozinho e fêmea – às vezes davam beijos de biquinquim – a galinholagem deles. — ‘É preciso olhar para esses com um todo carinho…’ – o Reinaldo disse. Era. Mas o dito, assim, botava surpresa. E a macieza da voz, o bem-querer sem propósito, o caprichado ser – e tudo num homem d’armas, brabo bem jagunço – eu não entendia! (…)”

Características

Mede cerca de 15 cm de comprimento. O nome popular refere-se provavelmente a uma coleira negra na parte mediana da plumagem. Aliás, visualmente, essa ave tem cores que pendem para o ferrugíneo nas partes superiores, sem branco na nuca. O bico é preto e as pernas, altas, são róseas-claras.

Alimentação

Alimenta-se de insetos, pequenos crustáceos e vermes marinhos.

Reprodução

Essa ave não constrói ninhos. Põe seus ovos direto na areia. Em geral são dois, de cor creme com manchas e pintas pretas. A batuíra-de-coleira é a única a procriar em todo o litoral brasileiro.

Hábitos

É localmente comum em praias arenosas de grandes rios, na orla marítima, lamaçais e, com menos freqüência, em campos com gramíneas baixas. Vive geralmente aos pares durante todo o ano, embora possa haver vários em uma mesma praia. Conhecida também como batuíra-da-costa em função de aparecer também na orla marítima, ela é avistada também longe da água. Até porque aprecia a vegetação pioneira.

Distribuição Geográfica

Todo o Brasil e também do México à Bolívia, Argentina e Chile.

Referências

Galeria de Fotos